Itamaracá
A Ilha
A Ilha de Itamaracá reserva muitos atrativos e muitas surpresas ao visitante. Já ao atravessar Ponte Getulio Vargas. Que liga a ilha ao continente, o deslumbramento da paisagem oferecida pelo Canal de Santa Cruz, com sua quase infinita área de manguezais e a visão distante de trechos da Mata atlântica. Sendo uma das localidades históricas do Estado, em Itamaracá é imperdível conhecer Vila Velha e antiga sede da Capitania, com sua graciosa Igreja dedicada à Nossa Senhora da Conceição um singelo casario, mirantes de horizonte sem fim, pequenos bares e restaurante de categoria internacional.
Ou o Forte Orange, primitiva construção holandesa reconstruída em pedra e cal pelos portugueses no ano de 1654. A localização do forte privilegiada: a beira-mar, em frente à Coroa do Avião - um belíssimo e grandioso banco de areia (base de pesquisas de aves migratórias) - e tendo em seu entorno bares populares, além da oferta de equipamentese serviços para a prática do lazer náutico. A história pernambucana também se faz presente no Engenho São João, antigo engenho bangüê onde residiu o abolicionista e Conselheiro João Alfredo; e no Engenho Amparo, com suas construções jà em ruínas e uma misteriosa e bela alameda formada por espécies vegetais da Mata Atlântica.
Outros locais de grande significado turístico são as praias (com especial destaque para a Enseada dos Golfinhos, o Pontal do Jaguaribe e para a Praia do Sossego); os mirantes do Pontal do Jaguaribe e da Vila Velha e o Centro de Preservação e Manejo de Sirênios (Parque do Peixe-Boi Marinho).
São diversas as manifestações culturais populares do município. Seu folclore é famoso pelas Cirandas de Lia; seu artesanato é diversificado, com trabalhos em pedra-sabão, em madeira, em conchas, em resina e em quenga de coco.
Forte Orange
Construído em madeira pelos holandeses no ano de 1631, quando da tomada da Ilha de Itamaracá. Em 1637, foi substituída por outro de pedra. Passou por diversas reformas e restaurações, preservando, entretanto, interessantes elementos históricos.
No local, vende-se artesanato e nas proximidades, inúmeros barzinhos típicos, bem como aluguel de barcos para travessia à Coroa do Avião
O Forte está aberto à visitação diariamente das 08:00 às 17:00h.
O Peixe Boi
O peixe-boi pertence à Ordem Sirênia e é o único mamífero aquático herbívoro. Ele vive na água, mas precisa vir à superfície em intervalos de 2 a 5 minutos para respirar. A espécie marinha (Trichechus manatus) pode medir 4 metros e pesar até 800 quilos! O peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) é menor: atinge 2,5 metros e pesa até 300 quilos. Além disso, ele é mais escuro e tem o couro liso. Uma outra diferença em relação a seu parente marinho é que o exemplar da Amazônia não tem unhas nas nadadeiras peitorais. É também o único dos sirênios exclusivo de água doce. O peixe-boi da Amazônia é uma espécie endêmica, ocorrendo apenas nos sistemas do rio Amazonas, no Brasil e do rio Orinoco, no Peru.
O peixe-boi é um animal de vida longa. Estudos revelam que o peixe-boi vive até 50 anos, podendo, em alguns casos, chegar a 60 anos. Ao longo do tempo, o homem tem sido, em grande parte, o responsável pelo encurtamento da vida desse animal. A caça indiscriminada fez do peixe-boi o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil. Além da caça deliberada, outros fatores de extinção são a morte acidental em redes de pesca, o encalhe de filhotes órfãos e a degradação ambiental.
De acordo com a IUCN, International Union for the Conservation of the Nature, todas as espécies de sirênios ainda existentes correm riscos de extinção.
No Brasil, o peixe-boi é protegido por lei desde 1967 - Lei de Proteção à Fauna, No. 5197. A caça e a comercialização de produtos derivados do peixe-boi é crime pode levar o infrator a até 2 anos de prisão.
O Projeto Peixe-boi
Durante a década de oitenta, os técnicos do Projeto Peixe-Boi/IBAMA-FMM adquiriram experiência e expandiram suas atividades, conseguindo subsídios para que o peixe-boi marinho Trichechus manatus, fosse citado como espécie ameaçada de extinção na lista oficial do Governo Brasileiro publicada em 1989 (Portaria IBAMA Nº 1552, de 19.12.1989).
Em virtude da necessidade de ampliação dos esforços conservacionistas para a manutenção da espécie e da necessidade da existência de estruturas que pudesse reabilitar filhotes de peixes-bois órfãos que encalhavam nas praias do litoral nordestino, foi criado em 1990 o Centro Nacional de Conservação e Manejo de Sirênios (Portaria IBAMA Nº 544, de 26.04.1990, alteração Portaria IBAMA Nº 40, de 16.08.1991), ou simplesmente Centro Peixe-Boi/IBAMA em Itamaracá, Pernambuco.
No ano de 1998 o Centro Peixe-Boi/IBAMA recebeu status de Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos ou Centro Mamíferos Aquáticos/IBAMA (Portaria IBAMA Nº 143-N, de 22.10.1998) e o Projeto Peixe-Boi/IBAMA passou a ser um projeto executivo deste Centro.
Centro Mamíferos Aquáticos/IBAMA
O Centro Mamíferos Aquáticos foi criado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, do Ministério do Meio Ambiente, em 1998 (22/10/1998 Portaria n.º 143-N), em função da necessidade de conhecer as espécies brasileiras de mamíferos aquáticos. Entretanto, desde 1980 o Centro já existia de modo embrionário, sob a forma de Projeto Peixe-Boi, que tentava avaliar a situação do peixe-boi no Brasil.
Em 1990 foi criado o Centro Nacional de Conservação e Manejo de Sirênios (Centro Peixe-Boi), unidade descentralizada do IBAMA. Entre os anos de 1990 e 1993 o Projeto Peixe-Boi fez um levantamento em toda a costa norte e nordeste do litoral brasileiro. O resultado desta pesquisa mostrou uma situação de iminente extinção da espécie, com uma população máxima estimada em 400 peixes-bois, distribuídos de forma irregular ao longo da área pesquisada. O estudo revelou os pontos de encalhe de peixes-bois, principalmente entre o Ceará e a Paraíba.
Assim, foi criada a Unidade de Reabilitação localizada no Centro Mamíferos Aquáticos/IBAMA em Itamaracá. Hoje, neste local são manejados os peixes-bois, filhotes e adultos, resgatados vítimas de encalhes. O Centro desenvolve uma ação arrojada e pioneira no país, que é a reintrodução no habitat natural de filhotes órfãos reabilitados. Tal iniciativa consiste em devolver ao oceano, de modo monitorado, os filhotes vítimas dos encalhes e que, antes deste trabalho, não tinham esperança de sobrevivência, exceto nos oceanários. Hoje, muitas são as experiências bem sucedidas já contabilizadas de reintrodução de peixes-bois no meio natural.
Em 1996, o então Centro Peixe-boi obteve outra vitória contra a ameaça de extinção de que são vítimas os sirênios: o primeiro nascimento em oceanário registrado no Brasil. Mais especial ainda por se tratar do filhote de Xica, o peixe-boi mais antigo em cativeiro do país. Xica passou 28 anos em exposição em uma praça no bairro do Derby, no Recife. Um fato raro no mundo também já foi registrado no oceanário de Itamaracá: o nascimento de gêmeas em dezembro de 1997. São crias do primeiro casal de peixes-bois resgatado pelo Projeto com a ajuda de pescadores num ponto de encalhe.
Com tantos feitos e uma inestimável ação educativa e de mobilização junto à comunidade, em 1998 o Centro Peixe-boi foi promovido a Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos - Centro Mamíferos Aquáticos. Em sua nova situação, ficou ligado tecnicamente à Diretoria de Vidas Silvestres e Unidades de Conservação do IBAMA, com a responsabilidade de apoiar e desenvolver ações que visem a conservação, pesquisa e manejo das espécies brasileiras de mamíferos aquáticos.
A principal função do Centro Mamíferos Aquáticos/IBAMA é a de supervisionar e acompanhar a implantação do Plano de Ação dos Mamíferos Aquáticos do Brasil, criado pelo Grupo de Trabalho Especial de Mamíferos Aquáticos, composto de especialistas consultores ao IBAMA. Além disso, o CMA assessora a direção do IBAMA na implementação da política nacional para os mamíferos aquáticos.
Coroa do Avião
Não se sabe ao certo da origem do nome, mas alguns preferem dizer que é uma abreviação de como era chamada assim que surgiu: Coroa do Aluvião.
Outros contam que o nome se deve a um pouso forçado de uma avião, quando a pequena ilha era apenas um banco de areia.
O que sabemos é que esse minúsculo arquipélago, encanta a todos que lá aportam com sua paisagem "sui generis". Confira as fotos ao lado.
Praias
As Praias da Ilha de Itamaracá estão localizadas em uma das zonas mais bonitas do litoral brasileiro, ao norte de Pernambuco. Caracterizam-se na sua maioria pelas águas tranquilas, ideais para o banho e a pratica de esportes náuticos, repletas de coqueiros, piscinas naturais e recifes de coral. Uma das mais visitadas pelos turistas é a Praia do Forte Orange, um dos pontos de partida até a Corôa do Avião.
Praia do Pontal da Ilha
Praia localizada em frente da Ilha do Celeiro e a Barra de Catuama, no norte do município de Itamaracá e da desembocadura do Canal de Santa Cruz. Estende-se por 2,5 km e é ideal para o banho por ser pouco profunda.
Praia do Fortinho / Enseada dos golfinhos
A Praia do Fortinho também conhecida como praia da Enseada dos Golfinhos, está localizada entre a praia de Pontal da Ilha e a Praia do Sossego. Tem uma longitude de aproximadamente 1,5 km e sua tranquila enseada é o lugar ideal para a prática de esportes náuticos, especialmente a pesca e o esqui aquático.
Praia do Sossego / Lance dos Cações
Praia situada entre a Enseada dos Golfinhos e a desembocadura do Rio Jaguaribe com uma extensão aproximadamente de 1.000 metros. É ideal para o banho e destaca seus areais que formam-se a 300 metros da Costa nas marés baixas, com suas piscinas naturais entre os recifes de coral.
Praia do Pontal de Jaguaribe
Pequena praia de areia fina e água pouco profunda situadas ao norte da Praia do Jaguaribe, na desembocadura do rio Jaguaribe. Perigosa na maré alta, devido a proximidade do rio.
Praia de Jaguaribe
Praia urbana localizada no Bairro de Jaguaribe. Tem uma extensão de aproximadamente 2km e caracteriza-se pela areia fina e branca e suas águas tranquilas. Nas suas proximidades realizam-se no mês de agosto o popular Festival de Pesca da Agulha.
Praia de Quatro Cantos
Pequena praia urbana localizada entre a Praia de Jaguaribe e a Praia do Pilar. Ideal para o banho pela pouca profundidade de suas águas.
Pilar
É a praia urbana mais visitada da Ilha de Itamaracá, localizada em Pilar, capital do município. Tem uma extensão de 2km e caracteriza-se por sua areia fina e branca, suas águas verdes e tranquilas ideais para o banho e a pratica de todo o tipo de esportes náuticos. Merece especial destaque o Cruzeiro de Nossa Senhora de Pilar, situado no mar a 200 metros da Costa.
Baixa Verde / do Currupio
Praia de água tranquila e areia fina e branca situada entre a praia do Pilar e a Praia do Rio Âmbar. Nas suas imediações destacam as casas de veraneio e as de pescadores com suas típicas barcas.
Praia do Rio Âmbar
Praia localizada na desembocadura do Rio Âmbar, entre a Praia de baixa Verde e a Praia do Forno da Cal. Caracteriza-se por suas casas de veraneio e seus amplos coqueiros.
Forno da Cal
Praia situada ao norte da Praia do Forte Orange. Tem uma extensão de 3 quilômetros, de areia fina e branca, caracteriza-se por suas águas tranquilas ideais para o banho. Nas suas imediações encontra-se o Centro de Preservação do Peixe-boi Marinho, um dos principais pontos turísticos da Ilha.
Praia do Forte Orange / de São Paulo
A Praia do Forte Orange, também conhecida como Praia de São Paulo, é uma das praias mais visitadas do município de Itamaracá, por contar com um dos monumentos mais importantes da ilha, o Forte Orange, e por ser um dos principais pontos de partida para Ilha da Coroa do Avião. Situa-se entre a praia de Forno da Cal e a desembocadura sul do Canal de Santa Cruz.